A Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2088) busca novas
perspectivas em relação aos alunos com surdez na escola comum. Mudanças devem
acontecer que resultem em novas praticas
de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a educação de pessoas
com surdez, nas escolas publicas e particulares.
A escola comum precisa de
ações educacionais que atinjamos alunos em geral e que isto também seja
compartilhado com os alunos com surdez. Mais do que uma língua as pessoas com
surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desfiem o pensamento
e exercitem as capacidades cognitivas desses alunos.
A real educação inclusiva só
acontecerá se houver uma mudança das ações educacionais, superando as visões
até então existentes, respeitando a escola como um espaço de conflito,
contradição e transformação.
Para acontecer a real inserção de alunos com surdez em escola comum, na
visão inclusiva, é superar a atual estrutura escolar e pensar seriamente a
questão da formação de professores comuns e especializados .
Temos que compreender as
mudanças que estão ocorrendo no século xxI, saindo do nosso cotidiano e
buscando um pensar histórico cultural em que as mudanças se referem a
contextos, a espaços e à tempos reais, dinâmicos e altamente complexos e diversificados.
Acredita-se na nova Política
Nacional de Educação Especial, numa visão inclusiva, vendo os seres humanos iguais
na convivência, na experiência, nas
relações nas interações; por sermos humanos .
A pessoa com surdez não pode ser vista como
deficiente e sim com limitações biológicas para essa função perceptiva. É um
ser com consciência. Pensamento, enfim uma pessoa capaz bastando estimular e
desenvolver suas potencialidades. Essa diferença
existente neste ser humano deve ser reconhecida e respeitada.
Esse ser humano precisa ser trabalhado no
espaço escolar como um ser que possui uma deficiência, e que essa deficiência provoca
uma diferença e limitações, que essa diferença e tais limitações devem ser
reconhecidas e respeitadas, mas não podemos justificar o fracasso nessa
questão, em virtude de cairmos na cilada da diferença, segundo ( PIERUCCI, 1999
)
No final da década de 70
surgiu a Proposta Bilíngüe de Educação
do Surdo.A proposta bilíngüe não privilegia uma língua, mas quer dar oportunidade
ao individuo surdo de utilizar duas línguas, isto é mais uma forma de respeito,
ele fará a melhor escolha para si.
Para isso o AEE PS, tem como
ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das
capacidades desse ser humano. Pensando que na organização dos conteúdos curriculares
estejam em simbiose as partes e o todo. Levando em conta desenvolver o ser humano
em todos ao aspectos possíveis, assim o aluno com surdez se sentira situado e
compreendera com mais facilidade os conteúdos em estudo .
Temos que nos unir em torno
da inclusão e da garantia de uma educação especializada que possa apoiar os
alunos com surdez na inserção escolar
pretendida.
Referencia
bibliográfica.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. – Educação Escolar
de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção.
Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. P.46-57
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