domingo, 9 de março de 2014

A inserção escolar para pessoas com surdez.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2088) busca novas perspectivas em relação aos alunos com surdez na escola comum. Mudanças devem acontecer  que resultem em novas praticas de ensino e aprendizagem consistentes e produtivas para a educação de pessoas com surdez, nas escolas publicas e particulares.
A escola comum precisa de ações educacionais que atinjamos alunos em geral e que isto também seja compartilhado com os alunos com surdez. Mais do que uma língua as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desfiem o pensamento e exercitem as capacidades cognitivas desses alunos.
A real educação inclusiva só acontecerá se houver uma mudança das ações educacionais, superando as visões até então existentes, respeitando a escola como um espaço de conflito, contradição e transformação.
Para acontecer a real inserção  de alunos com surdez em escola comum, na visão inclusiva, é superar a atual estrutura escolar e pensar seriamente a questão da formação de professores comuns e especializados .  
Temos que compreender as mudanças que estão ocorrendo no século xxI, saindo do nosso cotidiano e buscando um pensar histórico cultural em que as mudanças se referem a contextos, a espaços e à tempos reais, dinâmicos  e altamente complexos e diversificados.
Acredita-se na nova Política Nacional de Educação Especial, numa visão inclusiva, vendo os seres humanos iguais  na convivência, na experiência, nas relações nas interações; por sermos humanos .
 A pessoa com surdez não pode ser vista como deficiente e sim com limitações biológicas para essa função perceptiva. É um ser com consciência. Pensamento, enfim uma pessoa capaz bastando estimular e desenvolver suas potencialidades. Essa  diferença existente neste ser humano deve ser reconhecida e respeitada.

Esse ser humano precisa ser trabalhado no espaço escolar como um ser que possui uma deficiência, e que essa deficiência provoca uma diferença e limitações, que essa diferença e tais limitações devem ser reconhecidas e respeitadas, mas não podemos justificar o fracasso nessa questão, em virtude de cairmos na cilada da diferença, segundo ( PIERUCCI, 1999 )

No final da década de 70 surgiu a Proposta Bilíngüe de  Educação do Surdo.A proposta bilíngüe não privilegia uma língua, mas quer dar oportunidade ao individuo surdo de utilizar duas línguas, isto é mais uma forma de respeito, ele fará  a melhor escolha para si.
Para isso o AEE PS, tem como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades desse ser humano. Pensando que na organização dos conteúdos curriculares estejam em simbiose as partes e o todo. Levando em conta desenvolver o ser humano em todos ao aspectos possíveis, assim o aluno com surdez se sentira situado e compreendera com mais facilidade os conteúdos em estudo .
Temos que nos unir em torno da inclusão e da garantia de uma educação especializada que possa apoiar os alunos com surdez na inserção  escolar pretendida.


Referencia bibliográfica.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. – Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. P.46-57